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PF cumpre mandados de prisão contra operadores dos partidos MDB e PT

12/04/2018 às 10:14 em Polícia

Ação apura fraudes nos fundos de pensão do Postalis e Serpros!

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Polícia Civil prende suspeitos de participarem de fraude em concursos públicos no Distrito Federal, oito pessoas são acusadas de terem comprado a aprovação no concurso

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (12) mandados de prisão preventiva em uma operação que apura irregularidades nos fundos de pensão dos Correios, o Postalis, e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Serpros. Um dos alvos é o lobista Milton Lyra, que já cogitava sua prisão nas últimas semanas, de acordo com a coluna Radar. Muito ligado a Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Eunício Oliveira, Lyra disse a um amigo que aguentaria até um ano sem delatar. Depois disso, contaria o que sabe.

Outros alvos são Arthur Pinheiro Machado, apontado como operador e criador da Nova Bolsa e preso em São Paulo, segundo a PF, e Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo a corporação, além dos mandados de prisão, 140 policiais federais também cumprem 21 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. São investigados os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

“Os ilícitos têm vinculação a investimentos malsucedidos que geraram prejuízos aos fundos de pensão Postalis e Serpros”, disse a Polícia Federal em nota.

“As investigações apontam que valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes. Em seguida, os recursos eram pulverizados em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.”

A operação foi batizada de Rizoma, uma espécie de caule que se ramifica sob a terra. De acordo com a PF, trata-se de uma referência ao processo de lavagem de dinheiro e ao entrelaçamento existente entre as empresas investigadas.

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