Publicidade
Página Inicial

No dia em que foi afastado, prefeito de Buriticupu transferiu R$ 1,6 Milhão para empresa de medicamentos

10/06/2026 às 14:04 em Sem categoria

Comissão identificou 39 transferências bancárias para empresa de medicamentos e afirma que produtos ainda não foram localizados no estoque do município durante as verificações realizadas. Todos os contratos estão sendo auditados!

Administrativos da Prefeitura de Buriticupu identificou 39 transferências bancárias que totalizam R$ 1.684.091,30 destinadas à empresa Ricco Farma Distribuidora Ltda. As operações ocorreram em 22 de maio de 2026, mesma data em que foi expedida a ordem para cumprimento da decisão judicial que determinou o afastamento cautelar do então prefeito João Carlos Teixeira da Silva.

De acordo com o relatório da comissão, instituída pelo Decreto Municipal nº 012/2026, os recursos foram transferidos da conta identificada como “Cliente Emenda” para a conta bancária da empresa fornecedora de medicamentos.

Os auditores destacam que as movimentações ocorreram após a formalização da Carta de Ordem expedida pela Secretaria da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, responsável pelo cumprimento da decisão proferida pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, no Processo nº 0819575-68.2024.8.10.0000.

Segundo a auditoria, os comprovantes bancários analisados mostram uma sequência de transferências eletrônicas realizadas ao longo do dia, todas destinadas à mesma empresa e partindo da mesma conta de origem. Ao todo, foram identificadas 39 operações financeiras, que somadas alcançam o montante de R$ 1.684.091,30.

Documentos examinados pela comissão apontam que a Ricco Farma Distribuidora Ltda. mantém contratos com a Secretaria Municipal de Saúde para fornecimento de medicamentos da farmácia básica, medicamentos hospitalares, materiais médicos e insumos laboratoriais.

Os contratos localizados pela auditoria possuem valores expressivos, alguns superiores a R$ 1 milhão, além de aditivos firmados para manutenção do fornecimento à rede municipal de saúde.

O relatório também registra que, durante as verificações realizadas pela comissão, não foi constatada, até o momento, a presença de medicamentos correspondentes ao volume financeiro analisado nas unidades de saúde e nos estoques verificados pelos auditores.

A constatação deverá ser aprofundada por meio de levantamentos complementares para verificar eventual entrega dos produtos, recebimento pela administração pública e compatibilidade entre pagamentos efetuados e mercadorias efetivamente fornecidas.

A comissão ressalta que a proximidade temporal entre a ciência da decisão judicial de afastamento e a realização das transferências financeiras, levanta questionamentos que deverão ser analisados pelos órgãos de controle competentes.

O relatório aponta a necessidade de apuração sobre a legalidade, a motivação e a urgência dos pagamentos realizados naquele contexto, especialmente diante da iminência do cumprimento da decisão judicial.

Matéria corrigida em 10/06/2026, às 14h18min. PM

Acompanhe o Blog do Antonio Marcos também no Facebook e no Twitter.

Deixe um comentário


+ 8 = 9