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Deficiência dos serviços do SAMU de São Luis repercute nacionalmente

08/12/2012 às 13:26 em Política

Depois de denuncia na GLOBO (Jornal Nacional), Ministério da Saúde determina auditoria e suspende verbas para São Luis!

São Luis – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, determinou na noite desta sexta-feira (07/12), auditoria na destinação e aplicação dos recursos da ordem de R$ 325 mil a cada mês ao Município de São Luís para pagar a metade dos serviços do programa do serviço de atendimento médico de urgência (SAMU), sendo a outra parte contrapartida da prefeitura.

Fonte de Brasília com trânsito no Ministério de Saúde garantiu ao blog do Luis Cardoso, que os R$ 4 milhões que Padilha já havia autorizado para ser liberado à prefeitura da capital, em parcela única, para ajudar o prefeito João Castelo a minimizar de imediato parte dos problemas, não mais virão neste final de gestão.

O ministro Alexandre Padilha teria ficado horrorizado quando assistiu a uma matéria veiculada na noite desta sexta-feira no Jornal Nacional em que mostra o quadro real da saúde em São Luís.

Além do amontoado de enfermos nos corredores dos hospitais públicos da cidade, da frota de 15 veículos do SAMU, apenas dois estão funcionando, sendo um parcialmente. Isto porque as oficinas não querem mais consertar as ambulâncias por falta de pagamentos.

E para piorar a situação, os postos de combustíveis não fornecem mais também por falta de pagamento. Por último, conforme matéria veiculada no Jornal Nacional, os médicos socorristas estão registrando queixas nos plantões policiais por falta de condições de trabalho.

Os R$ 4 milhões que o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, informou ter conseguido junto ao Ministério da Saúde para aliviar o problema mais imediato de saúde, foram trancados. Murad atuou como cabo eleitoral de Castelo, no segundo turno, e virou um forte aliado político.

Ocorre que Murad desenhou ao Ministério a crise que passa o setor na capital e intermediou o repasse para os cofres da prefeitura, sem explicar aos técnicos de Brasília a razão do agravamento do quadro, que é a péssima aplicação dos recursos.

Murad pode até ter tido boa intenção, mas saiu chamuscado no episódio. O dinheiro deve ser liberado, em única parcela, somente no início do ano, já na gestão de Edivaldo Holanda Júnior, a quem o ministro Alexandre Padilha pediu votos aos eleitores de São Luís.

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