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Bispos da igreja católica falam sobre julgamento da união homoafetiva no STF

07/05/2011 às 10:33 em Sem categoria

Bispo Auxiliar de Belo Horizonte (MG), Dom Joaquim Guimarães, fala sobre o tema da união homoafetiva.
Na tarde da ultima quinta-feira, 5, na Assembleia da CNBB, o presidente da Comissão Episcopal para a Educação e a Comunicação Social, Dom Orani João Tempesta, e o Bispo Auxiliar de Belo Horizonte (MG), Dom Joaquim Guimarães, abordaram o pedido de reconhecimento da união de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, aprovada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Acesse:
.: Cobertura completa da Assembleia dos Bispos 2011
.: Fotos da 49ª Assembleia da CNBB no Flickr

Dom Orani afirmou que a Igreja do Brasil está unida a toda Igreja e traz em si valores: “A Igreja luta pelas pessoas, pois tem como intuito levar a vida para todos. 

A questão da família parte do direito natural, não é uma questão de decisão, existe um ciclo natural. Mas quantas pessoas construíram bens juntas, têm herança. Nisso a Igreja não vê problema, mas não significa o ser família”, enfatizou.

Já o Bispo Auxiliar de Belo Horizonte salientou que esse tema não é uma preocupação apenas eclesial, visto que outros pensadores também defendem a tese de que a família é constituída por homens e mulheres e filhos que enfrentam dificuldades.

Dom Joaquim também recordou a fala de um psicanalista francês que questiona o seguinte: “Quando as pessoas que exercem poder no mundo irão acordar para algo que está acabando [referindo-se à destruição da família] e que, ao acabar, tira a possibilidade da esperança da sociedade?”.

Dom Orani declarou que a CNBB foi representada, durante a sessão, pelo advogado Hugo Cisneyros, que falou da inconstitucionalidade da lei que pretende aprovar a união homoafetiva, pois a Constituição, a Carta Magna do país que define direitos e deveres dos brasileiros, não reconhece a união de pessoas do mesmo sexo como uma entidade familiar.

A Constituição diz que uma família se dá pela convivência entre um homem e uma mulher. Portanto, não se trata de uma questão de discriminação, e sim de constitucionalidade, e mudança da lei é papel do Congresso Nacional, e não do Poder Judiciário.

 Fonte/http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=281578

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